luz
Creio que do mesmo dia (ou melhor, da mesma noite), este apelo ao preenchimento, fruto de no final do dia desejar projectar-me numa realidade alternativa, querer apagar as sensações descritas no poema anterior, seguido de diversas considerações relacionadas.
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ESCREVAM QUALQUER COISA!... que eu estou a ficar analfabeto... com tão pouco para ler... só me apetece em chavões incorrer e suspirar esvaíndo-me, adormecer... olhar para o mundo pelos olhos de uma criança, refilão, e na minha inocência atacar toda a gente, munido de n pontos de vista, perfeitamente desconexos e irrealistas na sua limpidez preciosa. mas de que servem as palavras de uma criança?? o riso dos crescidos eh uma coisa tão podre, tão falsa... tão risível!... e brindase ah embriaguez, e procura-se a forma mais fácil de cometer suicídio, e finda-se dias de pesar com mais um bocejo e mais um sorriso simbolicamente triste. a aversão é uma coisa que, tal como Deus, está em todo o lado, por dentro, por fora, na demora do inevitável. o sonho, esse, é tímido, talvez por saber que é indispensável, gasolina etérea do pensamento. inconformadas vítimas da sua sina, o fiasco, pálpebras pesadas, sob o avistar de auras mentirosas, a sôfrega dualidade da verdade arrasta-nos para o seu covil, a distâncias variáveis, mas que nunca se anulam. em todo o meu redor, instâncias federais da sensação barram-me a perseguição, e cegam-me, e esqueço-me que são elas que eu busco, e prossigo. progressivamente zonzo sento-me, tremo de frio, aperto algo que se acerca, tento beber desse algo, fumar desse algo, penetrar nesse algo, e envolvo-o tanto em mim, que me torno num cerco que teimo em manter, em enferrujados tons de rosa, rosa murchando, apagando-se, infeliz disfarce para a minha frustração como peça de puzzle. e num anormalmente lúcido amanhecer, desprendo o pionnais, ahhhhh a dor e o alívio em serena acoplagem, suave o cravo que arranco do meu órgão palpitante. desdigo tudo o que digo, procurando aniquilar toda a integridade latente às frases, procurando desfazer os nós de mim comigo mesmo, para que não mais possa a minha miséria afectar as réstias de sossego do mundo em redor. ela eh minha, e minha só. só eu tenho a obrigação de a sustentar. e rápido vejo que não há solução destinada a durar, por isso afogo-me em contradições inanimadas, convulsiono toda a minha essência, agito, abrando a vontade, acelerada a saudade, amor, ódio, espanto, sono, o desfile, a cruel passerelle interminável, que me enxota, até ao fim. onde... suplico... onde está luz... essa luz do fundo do túnel???
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ESCREVAM QUALQUER COISA!... que eu estou a ficar analfabeto... com tão pouco para ler... só me apetece em chavões incorrer e suspirar esvaíndo-me, adormecer... olhar para o mundo pelos olhos de uma criança, refilão, e na minha inocência atacar toda a gente, munido de n pontos de vista, perfeitamente desconexos e irrealistas na sua limpidez preciosa. mas de que servem as palavras de uma criança?? o riso dos crescidos eh uma coisa tão podre, tão falsa... tão risível!... e brindase ah embriaguez, e procura-se a forma mais fácil de cometer suicídio, e finda-se dias de pesar com mais um bocejo e mais um sorriso simbolicamente triste. a aversão é uma coisa que, tal como Deus, está em todo o lado, por dentro, por fora, na demora do inevitável. o sonho, esse, é tímido, talvez por saber que é indispensável, gasolina etérea do pensamento. inconformadas vítimas da sua sina, o fiasco, pálpebras pesadas, sob o avistar de auras mentirosas, a sôfrega dualidade da verdade arrasta-nos para o seu covil, a distâncias variáveis, mas que nunca se anulam. em todo o meu redor, instâncias federais da sensação barram-me a perseguição, e cegam-me, e esqueço-me que são elas que eu busco, e prossigo. progressivamente zonzo sento-me, tremo de frio, aperto algo que se acerca, tento beber desse algo, fumar desse algo, penetrar nesse algo, e envolvo-o tanto em mim, que me torno num cerco que teimo em manter, em enferrujados tons de rosa, rosa murchando, apagando-se, infeliz disfarce para a minha frustração como peça de puzzle. e num anormalmente lúcido amanhecer, desprendo o pionnais, ahhhhh a dor e o alívio em serena acoplagem, suave o cravo que arranco do meu órgão palpitante. desdigo tudo o que digo, procurando aniquilar toda a integridade latente às frases, procurando desfazer os nós de mim comigo mesmo, para que não mais possa a minha miséria afectar as réstias de sossego do mundo em redor. ela eh minha, e minha só. só eu tenho a obrigação de a sustentar. e rápido vejo que não há solução destinada a durar, por isso afogo-me em contradições inanimadas, convulsiono toda a minha essência, agito, abrando a vontade, acelerada a saudade, amor, ódio, espanto, sono, o desfile, a cruel passerelle interminável, que me enxota, até ao fim. onde... suplico... onde está luz... essa luz do fundo do túnel???

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