De 7 de Agosto de 2002, texto de um e-mail, esta pequena digressão por uma hipotética paisagem nocturna, ensaiando uma abordagem mais directa, mais descritiva, mas de uma forma que se quer poética ainda, a aproximação a uma determinada riqueza do molde assumindo em mim uma quase que importância vital.
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1.20 da manha. um vulto perpassa a entrada do cais, decidido e rotineiro. em seu redor, dispersos, os travos de urina e restos de multidões.
garrafas vazias, beatas. interrompendo gradualmente o seu progredir, tira o telemóvel do bolso, e, refreando de vez o passo, busca.
acima, acima, vá, mais rápido, ups! desce um. um curto fitar. isso, confirma. prime.
as saudações indispensáveis, seguidas do inesperado.
"o quê?! já lá não estão??"
algum espanto por disfarçar.
"já acabou a noite, é?" ... "vá, fica bem"
agora, um momento de suave resignação, e a fatídica meia-volta. novamente a extensão do cais pela frente, no seu mesmo tom seco e apintalgado de agitação urbana. nada mais digno de nota nas proximidades, para além do banal, mas positivo, policiamento.
segue-se um breve passeio à beira-rio, interrompido pelo retorno fatídico. por companhia, um velhote caricato e um taxímetro.
impávida, a madrugada.
e a Lua... ó! a Lua...
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1.20 da manha. um vulto perpassa a entrada do cais, decidido e rotineiro. em seu redor, dispersos, os travos de urina e restos de multidões.
garrafas vazias, beatas. interrompendo gradualmente o seu progredir, tira o telemóvel do bolso, e, refreando de vez o passo, busca.
acima, acima, vá, mais rápido, ups! desce um. um curto fitar. isso, confirma. prime.
as saudações indispensáveis, seguidas do inesperado.
"o quê?! já lá não estão??"
algum espanto por disfarçar.
"já acabou a noite, é?" ... "vá, fica bem"
agora, um momento de suave resignação, e a fatídica meia-volta. novamente a extensão do cais pela frente, no seu mesmo tom seco e apintalgado de agitação urbana. nada mais digno de nota nas proximidades, para além do banal, mas positivo, policiamento.
segue-se um breve passeio à beira-rio, interrompido pelo retorno fatídico. por companhia, um velhote caricato e um taxímetro.
impávida, a madrugada.
e a Lua... ó! a Lua...

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